14/02/2012

Cardoso Fontes


Então, galera, já estamos em nossa segunda semana de aula. O tempo passa rápido demais e daqui a pouco é dezembro!!!!

O material de estudo para o 3º Ano está na página ao lado.
Bom estudo!

Galera do Liceu


Gostaria de dar boas vindas à galerinha do Liceu e desejar um ano letivo de muito sucesso.
Ontem, dia 13/02, tivemos o início das aulas e conheci as turmas 1003 e 1008. Um montão de gente boa, tudo com cara de querer fazer do estudo uma porta para um futuro muito bonito.
É isso aí, moçada. Ao infinito e além!!!!!

07/02/2012

Acabativos


Iniciativa é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas idéias. 
Acabativa, é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim.
Os seres humanos podem ser divididos em três grupos, dependendo do grau de iniciativa e acabativa de cada um: os empreendedores, os iniciativos e os acabativos - sem contar os burocratas.
* Empreendedores são aqueles que têm iniciativa e acabativa. Um seleto grupo que não se contenta em ficar na idéia e vai a campo implantá-la.
* Iniciativos são criativos, têm mil idéias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em prática. São filósofos, cientistas, professores, intelectuais e a maioria dos economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma promissória.Acabativa é o ponto fraco desse grupo.
* Acabativos são aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe do que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e engenheiros.
Essa singela classificação explica muitas das contradições do mundo moderno.
Empresários descobrem rapidamente que ficar implantando suas próprias idéias é coisa de empreendedor egoísta. Limita o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes idéias do que pessoas capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais, professores - entre os quais me incluo -  morrem pobres.
Se Bill Gates tivesse se restringido a implantar  suas próprias idéias teria parado no Visual Basic. Ele fez fortuna porque foi hábil em implantar as idéias dos outros - dizem as más línguas que até copiou algumas.
Essa classificação explica porque intelectual normalmente odeia empresário, e vice-versa. Há uma enorme injustiça na medida em que os lucros fluem para quem implantou uma idéia, e não para quem a teve. Uma idéia somente no papel é letra morta, inútil para a sociedade como um todo.
Um dos problemas do Brasil é justamente a eterna predominância, em cargos de ministérios, de professores brilhantes e com iniciativa, mas com pouca ou nenhuma acabativa. Para o Brasil começar a dar certo, precisamos procurar valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar nossas idéias. Tendemos a encarar o acabativo, o administrador, o executivo, o empresário como sendo parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução.
Iniciativo almeja ser famoso, acabativo quer ser útil.
Mas a verdade é que a maioria dos intelectuais e iniciativos não tem o estômago para devotar uma vida inteira para fazer dia após dia, digamos bicicletas. O iniciativo vive mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais rica, mesmo que seja menos rentável.
Por isso, a esquerda intelectual e a direita neoliberal  conviverão as turras, quando deveriam unir-se.
Se você tem iniciativa mas não tem acabativa, faça correndo um curso de administração ou tenha como  sócio um acabativo. Há um ditado chinês, "Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe" - muito apropriado para os dias de hoje.
Se você tem acabativa mas não tem iniciativa, faça um curso de criatividade, estude um pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de modelo. No fundo, a esquerda precisa da acabativa da direita, e a direita precisa das iniciativas da esquerda. Finalmente, se você não tem iniciativa nem tampouco acabativa, só podemos lhe dizer uma coisa: meus pêsames.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)

03/02/2012

Nota 10 para o Tom



Professora da UFMG lança livro que pinça a física do dia a dia. Dia a dia mesmo! De letras de música a atividades na cozinha – tudo vira motivo para se ensinar a matéria.
Por: Thiago Camelo
Publicado em 22/12/2011 | Atualizado em 22/12/2011


Quando Roberto Carlos canta "fui abrindo a porta devagar, mas deixei a luz entrar primeiro" (em O portão), é possível que o Rei pensasse em tudo, menos em física. Porém, é exatamente ela que salta à frente de Regina Pinto de Carvalho; e não é apenas quando ouve canções. A física aparece em todo lugar para o qual a professora aposentada pela Universidade Federal de Minas Gerais olha.
Não à toa, o livro da cientista chama-se Física do dia a dia. Na canção de Roberto Carlos, ela explica:
Segundo a teoria da relatividade restrita, proposta por Einstein em 1905, quanto maior a velocidade de um objeto, mais difícil se torna aumentar essa velocidade. A velocidade da luz no vácuo (que tem valor muito próximo à velocidade da luz no ar) seria o limite além do qual não se pode aumentar a velocidade do objeto. [...] Nesse caso, quando a porta fosse aberta, a luz entraria primeiro, quer nosso Rei quisesse ou não deixá-la passar à sua frente.
O livro é o segundo volume de um projeto bem-sucedido de quase dez anos. O primeiro vendeu 6 mil cópias e foi reeditado recentemente.
“A cozinha é o melhor laboratório para se entender a ciência”
O sucesso impulsionou a física mineira à nova empreitada. Com 104 perguntas ventiladas por ela própria e por leitores curiosos, o segundo volume aborda questões do cotidiano que vão para além da música. Um capítulo, por exemplo, é dedicado à cozinha: “o melhor laboratório para se entender todo o tipo de ciência”, diz Carvalho, em conversa por telefone com a CH On-line.
“Mas a verdade é que caminho na rua e vejo física em tudo, tenho até dificuldade em escolher sobre o que vou falar. Tenho questões demais”.
“Por exemplo”, continua a professora, retornando ao laboratório-cozinha: “É melhor descongelar um alimento colocando-o num recipiente de metal ou de vidro?”
“Não sei”, responde o repórter.
“No de metal, pois é um bom condutor de calor”, ensina a física. “São questões com que nos deparamos todos os dias, a física está nas pequenas ações.”
De fato, a ‘pegadinha’ do compartimento de metal está no livro, assim como perguntas das mais insuspeitas:
"Por que bailarinos e patinadores executam piruetas com os braços fechados?"
"Como é produzido o barulho do giz no quadro-negro?"
“No primeiro livro, contei bastante com a ajuda dos meus alunos de licenciatura, então nem me considero autora de fato dessa obra; neste segundo, compilei e respondi todas as perguntas”, conta Carvalho.
Apesar de achar que o livro “contempla perguntas que criança faz e avô gosta de responder” – ou seja, é voltado para um público-alvo variado –, a carreira de Carvalho é bastante direcionada à formação de novos educadores. E o livro não foge desse viés: ela cita casos de professores que aplicam questões em prova cuja pergunta (e resposta) foi tirada claramente de seu livro, embora não tenha ganhado o crédito.
Além de fazer livros com verve educacional, a física roda o país mostrando como é simples fazer experimentos em sala de aula. Às vezes, usa brinquedos criados pelos próprios alunos, como os aviões de papel.
“Esse tipo de atividade mostra a utilidade da matéria e tem a ver com o livro, com a física no dia a dia”, aponta a professora, que ama música e escolhe canções das mais variadas para ilustrar seus exemplos. Pode ser CPM22, Nelson Cavaquinho ou Tom Jobim.
Este último, aliás, passou na prova quando cantou, no Samba do avião, que a pista estava “chegando e vamos nós aterrar”. Afinal, para quem está dentro do avião, diz a matéria, quem se mexe é a pista. Nota 10 para o Tom, que sabia muito, até a física do dia a dia.

Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line 

28/01/2012

Preparando 2012


Volta às Aulas, de Verdade!!
Janeiro passou rápido demais... Muito rápido para tanta coisa que sonhei durante o ano todo fazer nas férias. Mas não posso reclamar; fiz mais do que faltou.
Fevereiro chega e, com ele, as aulas.
Tenho alguns desejos e sonhos para esse ano, e no que depender de mim, farei o impossível para que eles se realizem.
·        Ver os alunos entenderem que
escola não é castigo, mas uma oportunidade extraordinária de aprenderem coisas que, sozinhos, jamais eles procurariam aprender;
escola não é clube, onde vamos para nos entreter e encontrar pessoas para um bom bate-papo. Escola é – ou deveria ser – o templo do saber e do pensar. Ali, juntos, aprendemos a administrar toda a gama de conhecimentos que o mundo nos oferece.
·        Ver os professores entenderem que:
nossa profissão é gratificante na medida em que nos ocupamos com o aprender a pensar, mais do que em fornecer informações (isso o google faz melhor do que a gente);
escola é mais do que fábrica e que alunos são mais do que números e notas;
os alunos merecem todo nosso respeito, mesmo aqueles que não sabem o que isso significa.
·        Ver coordenadores e orientadores entenderem que:
estamos juntos nessa tarefa nobre de elevar a capacidade de reflexão de nossa juventude;
estatísticas e gráficos são capazes de dizer o que quisermos, por isso o que importa é a felicidade de nossos alunos.
·        Ver diretores entenderem que:
sua relação com os professores não pode mais ser a de capataz e escravo, superior e subalterno; somos todos iguais “braços dados ou não”;
escola não é depósito de gente onde o que importa é que tudo esteja muito arrumadinho, mesmo sem nenhuma produção. É preciso ordem, sem dúvida, mas o mais importante é que os alunos saiam dali maiores e melhores do que entraram.

Para completar, gostaria de nunca mais ouvir um professor falando que “os alunos não querem nada”. Isso não é verdade! Em trinta anos de magistério, nunca ouvi nada mais repugnante. Os alunos sempre querem alguma coisa que lhes seja significante, útil e, por que não, prazerosa. O problema está em oferecermos a eles uma aula enfadonha, sem razão de ser (matérias caducas) e esperar que eles fiquem ali fingindo que estão interessados.

Que esse ano possamos levantar a bandeira da Verdade: um ensino de verdade, uma aprendizagem de verdade, uma escola de verdade.

Feliz 2012 para todos!