15/02/2012
14/02/2012
Cardoso Fontes
Então, galera, já estamos em nossa segunda semana de aula. O
tempo passa rápido demais e daqui a pouco é dezembro!!!!
O material de estudo para o 3º Ano está na página ao lado.
Bom estudo!
Galera do Liceu
Gostaria de dar boas vindas à galerinha do Liceu e desejar
um ano letivo de muito sucesso.
Ontem, dia 13/02, tivemos o início das aulas e conheci as
turmas 1003 e 1008. Um montão de gente boa, tudo com cara de querer fazer do
estudo uma porta para um futuro muito bonito.
É isso aí, moçada. Ao infinito e além!!!!!
07/02/2012
Acabativos
Iniciativa é a capacidade que todos nós
temos de criar, iniciar projetos e conceber novas idéias.
Acabativa, é um neologismo que significa a
capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou
concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma idéia
e levá-la até o fim.
Os seres humanos podem ser divididos em
três grupos, dependendo do grau de iniciativa e acabativa de
cada um: os empreendedores, os iniciativos e
os acabativos - sem contar os burocratas.
* Empreendedores são
aqueles que têm iniciativa e acabativa. Um seleto
grupo que não se contenta em ficar na idéia e vai a campo implantá-la.
* Iniciativos são
criativos, têm mil idéias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em
prática. São filósofos, cientistas, professores, intelectuais e a maioria dos
economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma
promissória.Acabativa é o ponto fraco desse grupo.
* Acabativos são
aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe
do que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do
dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse
grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e
engenheiros.
Essa singela classificação explica
muitas das contradições do mundo moderno.
Empresários descobrem rapidamente que
ficar implantando suas próprias idéias é coisa de empreendedor egoísta. Limita
o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes idéias do que pessoas
capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais,
professores - entre os quais me incluo - morrem pobres.
Se Bill Gates tivesse se restringido a
implantar suas próprias idéias teria parado no Visual Basic. Ele fez
fortuna porque foi hábil em implantar as idéias dos outros - dizem as más
línguas que até copiou algumas.
Essa classificação explica porque
intelectual normalmente odeia empresário, e vice-versa. Há uma enorme injustiça
na medida em que os lucros fluem para quem implantou uma idéia, e não para quem
a teve. Uma idéia somente no papel é letra morta, inútil para a sociedade como
um todo.
Um dos problemas do Brasil é justamente
a eterna predominância, em cargos de ministérios, de professores brilhantes e
com iniciativa, mas com pouca ou nenhuma acabativa.
Para o Brasil começar a dar certo, precisamos procurar valorizar mais os
brasileiros com a capacidade de implantar nossas idéias. Tendemos a encarar
o acabativo, o administrador, o executivo, o empresário como sendo
parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução.
Iniciativo almeja ser famoso, acabativo quer
ser útil.
Mas a verdade é que a maioria dos
intelectuais e iniciativos não tem o estômago para devotar uma
vida inteira para fazer dia após dia, digamos bicicletas. O iniciativo vive
mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais
rica, mesmo que seja menos rentável.
Por isso, a esquerda intelectual e a
direita neoliberal conviverão as turras, quando deveriam unir-se.
Se você tem iniciativa mas
não tem acabativa, faça correndo um curso de administração ou tenha
como sócio um acabativo. Há um ditado chinês,
"Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe" - muito apropriado
para os dias de hoje.
Se você tem acabativa mas
não tem iniciativa, faça um curso de criatividade, estude um
pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de
modelo. No fundo, a esquerda precisa da acabativa da direita,
e a direita precisa das iniciativas da esquerda. Finalmente,
se você não tem iniciativa nem tampouco acabativa,
só podemos lhe dizer uma coisa: meus pêsames.
Stephen Kanitz é administrador por
Harvard (www.kanitz.com.br)
03/02/2012
Nota 10 para o Tom
Professora da UFMG lança livro que pinça a física do dia a dia. Dia a dia mesmo! De letras de música a atividades na cozinha – tudo vira motivo para
se ensinar a matéria.
Por:
Thiago Camelo
Publicado em 22/12/2011 | Atualizado em 22/12/2011
Quando Roberto
Carlos canta "fui abrindo a porta
devagar, mas deixei a luz entrar primeiro"
(em O portão), é possível que o Rei pensasse em tudo, menos
em física. Porém, é exatamente ela que
salta à frente de Regina Pinto de
Carvalho; e não é apenas quando ouve
canções. A física aparece em todo lugar para
o qual a professora
aposentada pela Universidade Federal
de Minas Gerais olha.
Não à toa, o
livro da cientista chama-se Física do dia a dia.
Na canção de Roberto
Carlos, ela explica:
Segundo a teoria
da relatividade restrita, proposta por
Einstein em 1905, quanto maior a velocidade
de um objeto, mais difícil se torna aumentar essa velocidade. A velocidade da luz no vácuo
(que tem valor muito próximo
à velocidade da luz no ar) seria o limite além do qual não
se pode aumentar a velocidade do
objeto. [...] Nesse caso, quando
a porta fosse aberta, a luz entraria primeiro, quer nosso Rei quisesse ou não
deixá-la passar à sua frente.
O livro é o
segundo volume de um projeto
bem-sucedido de quase dez anos. O
primeiro vendeu 6 mil cópias e foi reeditado recentemente.
“A
cozinha é o melhor
laboratório para
se entender a ciência”
O sucesso impulsionou a física mineira à nova empreitada. Com 104
perguntas ventiladas por ela própria e
por leitores curiosos, o
segundo volume aborda
questões do cotidiano
que vão para além da música. Um capítulo, por
exemplo, é dedicado à cozinha:
“o melhor laboratório para
se entender todo o
tipo de ciência”, diz Carvalho, em conversa
por telefone com
a CH On-line.
“Mas a
verdade é que caminho na rua e vejo física em tudo, tenho
até dificuldade em escolher sobre o
que vou falar. Tenho questões demais”.
“Por exemplo”,
continua a professora,
retornando ao
laboratório-cozinha:
“É melhor descongelar um alimento colocando-o num recipiente de metal ou de vidro?”
“Não sei”, responde o
repórter.
“No de metal, pois é um bom
condutor de calor”,
ensina a física. “São questões com que nos
deparamos todos os
dias, a física está nas pequenas ações.”
De fato, a ‘pegadinha’ do compartimento de metal está no livro,
assim como perguntas das mais insuspeitas:
"Por que bailarinos e patinadores executam piruetas com os
braços fechados?"
"Como
é produzido o
barulho do giz no
quadro-negro?"
“No primeiro
livro, contei bastante com a ajuda dos meus alunos de licenciatura, então nem me considero autora
de fato dessa obra; neste segundo, compilei
e respondi todas as perguntas”, conta Carvalho.
Apesar de achar que o livro
“contempla perguntas que criança faz e
avô gosta de responder” – ou
seja, é voltado para
um público-alvo variado
–, a carreira de Carvalho é bastante
direcionada à formação
de novos educadores.
E o livro não
foge desse viés: ela cita casos de professores que aplicam questões em prova cuja pergunta (e resposta) foi
tirada claramente de seu livro, embora não
tenha ganhado o crédito.
Além de
fazer livros com verve educacional, a física roda o
país mostrando como é simples fazer experimentos em sala de aula. Às vezes, usa brinquedos criados
pelos próprios alunos,
como
os aviões de papel.
“Esse tipo de atividade mostra a utilidade da matéria e tem a ver com o
livro, com a física no dia a dia”, aponta a professora, que ama música e escolhe canções das mais variadas para ilustrar seus exemplos. Pode
ser CPM22, Nelson Cavaquinho ou
Tom Jobim.
Este último, aliás, passou na prova
quando cantou, no
Samba do avião,
que a pista estava “chegando e vamos nós aterrar”. Afinal, para quem está dentro do
avião, diz a matéria, quem se mexe é a
pista. Nota 10 para
o Tom,
que sabia muito, até a física do dia a dia.
Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line
Ciência Hoje On-line
28/01/2012
Preparando 2012
Volta às Aulas, de Verdade!!
Janeiro passou rápido demais...
Muito rápido para tanta coisa que sonhei durante o ano todo fazer nas férias.
Mas não posso reclamar; fiz mais do que faltou.
Fevereiro chega e, com ele, as
aulas.
Tenho alguns desejos e sonhos
para esse ano, e no que depender de mim, farei o impossível para que eles se
realizem.
·
Ver os alunos entenderem que
escola não é castigo, mas uma
oportunidade extraordinária de aprenderem coisas que, sozinhos, jamais eles
procurariam aprender;
escola não é clube, onde vamos
para nos entreter e encontrar pessoas para um bom bate-papo. Escola é – ou
deveria ser – o templo do saber e do pensar. Ali, juntos, aprendemos a
administrar toda a gama de conhecimentos que o mundo nos oferece.
·
Ver os professores entenderem que:
nossa profissão é gratificante na
medida em que nos ocupamos com o aprender a pensar, mais do que em fornecer
informações (isso o google faz melhor do que a gente);
escola é mais do que fábrica e
que alunos são mais do que números e notas;
os alunos merecem todo nosso
respeito, mesmo aqueles que não sabem o que isso significa.
·
Ver coordenadores e orientadores entenderem que:
estamos juntos nessa tarefa nobre
de elevar a capacidade de reflexão de nossa juventude;
estatísticas e gráficos são
capazes de dizer o que quisermos, por isso o que importa é a felicidade de nossos
alunos.
·
Ver diretores entenderem que:
sua relação com os professores
não pode mais ser a de capataz e escravo, superior e subalterno; somos todos
iguais “braços dados ou não”;
escola não é depósito de gente
onde o que importa é que tudo esteja muito arrumadinho, mesmo sem nenhuma
produção. É preciso ordem, sem dúvida, mas o mais importante é que os alunos
saiam dali maiores e melhores do que entraram.
Para completar, gostaria de nunca
mais ouvir um professor falando que “os alunos não querem nada”. Isso não é
verdade! Em trinta anos de magistério, nunca ouvi nada mais repugnante. Os
alunos sempre querem alguma coisa que lhes seja significante, útil e, por que
não, prazerosa. O problema está em oferecermos a eles uma aula enfadonha, sem
razão de ser (matérias caducas) e esperar que eles fiquem ali fingindo que
estão interessados.
Que esse ano possamos levantar a
bandeira da Verdade: um ensino de verdade, uma aprendizagem de verdade, uma
escola de verdade.
Feliz 2012 para todos!
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