07/01/16

Física

A Física

Imagine um quarto na qual estão espalhadas as 5000 peças de um quebra-cabeças. Algumas peças foram agrupadas e mostram a imagem de um rosto, por exemplo. Outro grupo de peças deixa prever
a imagem de uma árvore. Mas falta muito para que o quebra-cabeça forme uma figura única.
Isso é a Física!
Existem três físicas distintas: a física estudada no colégio, a física voltada para a pesquisa e a física a serviço da tecnologia.
A física do colégio não deve pretender tornar ninguém expert nessa matéria. Ela deve sim mostrar como o Universo funciona – pelo menos sobre o que já descobrimos. Deve ensinar como as coisas funcionam e responder às perguntas que incomodam os alunos a respeito da matéria e da energia.
Pretender que todos os alunos aprendam física a ponto de resolverem problemas sem associação nenhuma com o cotidiano deles, tipo “um projétil atravessa um bloco de madeira em um caminhão em movime
nto e blá, blá, blá”, não faz sentido nenhum para alguém cujo talento é a música ou a literatura. Mas saber que calor é diferente de temperatura ou que os tipos de movimento dependem de um referencial ou ainda que a luz se propaga em linha reta em meios homogêneos, isso enriquece, cria novas perspectivas em quem aprende.

O problema da física começa no quinto ano do ensino fundamental, quando as crianças deveriam estar completando sua alfabetização científica. Acontece que a maioria esmagadora de professoras que trabalha com essa série, não teve formação suficiente e consistente para encantarem seus alunos para a física das coisas e as coisas da física. Não raro, elas repetem o que está no livro didático deixando os alunos mais curiosos sem respostas para seus questionamentos.
Depois vem o nono ano. O professor ou professora com habilitação para trabalhar com essas turmas é formado(a) em Ciências Biológicas e teve apenas um semestre de Física e dois de Química. São eles os responsáveis por mostrar de fato as duas Ciências para os agora adolescentes.
Geralmente o que acontece é que eles gastam muito tempo resolvendo os problemas matemáticos propostos nos livros didáticos e raramente a física ou a química experimental – que causaria algum impacto na aprendizagem deles – fica de fora.
E aí chega o ensino médio. Pelo menos cinquenta por cento dos professores que lecionam física são formados em Matemática. Estão ali por falta de profissionais na área. Sabe por que? Quando um aluno começa a sobressair-se na Licenciatura, são os próprios professores que recomendam que ele migre para o bacharelado. Um curso de licenciatura que começa com quarenta alunos, formará no máximo dez. Dessa dezena, metade vai direto para o mestrado e quando terminam deixam o ensino médio e vão para o ensino superior.
Isso quando o professor de física não é formado em engenharia. Esses são ainda piores, pois acham que os alunos têm que dominar a Matemática de tal modo que sejam capazes de resolver qualquer tipo de problema. Afinal, eles conseguiram, por que seus alunos não conseguiriam?
Eu não sou um pesquisar da Física Teórica. Sou professor de Física e pretendo mostrar a meus alunos como essa matéria é bonita e interessante. Gosto muito quando os vejo usarem aquilo sobre o qual conversamos em seus cursos de engenharia ou outra carreira afim.

O maior orgulho de um professor é ser superado por seus alunos.

02/12/15

É POSSÍVEL VIAJAR NO TEMPO ???

1) Paradoxo do Avô: Certamente o mais famoso paradoxo temporal. Suponha um viajante do tempo voltando ao passado para matar seu próprio avô quando este ainda é uma criança, desta forma o pai do viajante não nasceria, tão pouco o viajante. Mas, o que aconteceria ao viajante? Deixaria de existir? E as leis de conservação de massa/energia, seriam violadas?
2) Paradoxo da Acumulação: Imaginemos que alguém volte a um determinado ponto do passado onde, originalmente, ele esteve. Encontraria sua própria cópia (ou melhor, seu original – ou será cópia?). Se voltasse a esse ponto da história outras vezes, veria várias cópias de si.
3) Paradoxo do Deslocamento em Trânsito: Viajantes do tempo levam consigo seu próprio tempo – o presente do modo exato que estava no momento de sua viagem – e não podem ser afetados por alterações ocorridas depois de sua partida. Sofrerão os efeitos dessas alterações quando voltarem ao seu tempo presente, agora modificado.
4) Paradoxo da Descontinuidade: Quando um viajante do tempo encontra no passado um conhecido que partiu de um ponto do futuro diferente do dele. Essa pessoa pode não reconhecer o viajante, pois no presente eles ainda não se encontraram.
5) Paradoxo Final: Criado por um viajante do tempo que muda a História de modo que viagem no tempo nunca seja inventada.
6) Lei dos Paradoxos Menores: Se dois paradoxos mutuamente exclusivos podem ocorrer simultaneamente, acontecerá primeiro o menos paradoxal.
7) Paradoxo da História Retroativa: Quando pessoas do futuro, que não haviam nascido na época de acontecimentos já ocorridos e historicamente registrados, acabarem tornando-se protagonistas desses mesmos eventos.
8) Paradoxo dos Loops de Informação: Acontece quando uma informação é enviada do futuro para o passado de modo a se tornar a fonte inicial da mesma informação tal como existia no futuro.
9) Paradoxo dos Loops Sexuais: Acontece quando um viajante do tempo volta ao passado para fazer sexo com um ancestral e se tornar um ancestral de si mesmo.
10) Paradoxo da Fraude: Quando alguma ação no passado, causada por um viajante do tempo vindo do futuro, afeta a linha do tempo, e depois a versão passada do mesmo viajante decide não realizar a citada ação quando alcança aquele mesmo momento do futuro.
11) Paradoxo das Linhas de Tempo Alternativas: Segundo esse paradoxo, o passado não pode ser modificado, e qualquer tentativa de mudá-lo causará a criação de uma linha de tempo alternativa, de existência paralela à linha de tempo original a partir do ponto de mudança. A mera chegada do viajante no passado já causaria sua mudança.

12) Paradoxo da Causa e Efeito: Se alguém viaja para o passado no objetivo de alterar um evento para mudar o presente, assim que o fizesse o motivo pelo qual se viajou deixaria de existir, e consequentemente a viagem também. Neste paradoxo está baseado o filme “A Máquina do Tempo”.

14/09/15

Galera,
Tem coisas que de repente a gente acha que serão mais úteis em outras mãos. Daí a ideia de disponibilizar esses artigos.
Dão coisas não muito fácil de achar aqui no Brasil. Comprar em sites americanos tem sempre o problema do custo de envio e a possibilidade da alfândega encrencar.
interessando é só deixar um comentário.